Como fazer uma redação nota máxima Vunesp

A Fundação Vunesp realiza vários vestibulares em diversas áreas, principalmente em faculdades de medicina. Assim, se você deseja ter mais chances de ingressar no curso tão desejado, é importante fazer uma redação que tire nota máxima. Aprenda como fazer isso a partir de agora.

Conteúdo produzido por Corrija-me - Correção de Redação Em

Criada pela banca da Unesp, a Vunesp organiza os vestibulares da referida instituição, bem como de muitos processos seletivos. Um dos critérios da prova é a redação, além disso, é uma banca mais acessível, mas que vem mudando nos últimos anos. Assim, entender as dimensões da prova é importante para aumentar a pontuação da prova geral.

Para que você possa compreender melhor como desenvolver um texto que atenda às exigências da banca, é preciso saber como ela funciona, quais são suas características e suas principais exigências.

Por isso, no post de hoje, você irá entender mais sobre o assunto e ter acesso a dicas que realmente funcionam. Portanto, acompanhe-nos até o final.

Grade de correção Vunesp 

Antes de qualquer coisa, é importante analisar a grade de correção da banca Vunesp, que avalia 3 critérios diferentes. O primeiro, tem um valor que vai de 0 a 3 e os outros dois, com valores que podem variar de 0 a 4. Portanto, o valor máximo da redação é de 11 pontos, mas, dependendo da empresa contratante, a prova pode ter uma adequação da atribuição de nota.

E quais são estes critérios:

A- Tema 

Respeitar o tema é um dos critérios mais importantes para tirar nota máxima na redação. A banca exige que o candidato permaneça dentro dele, sem requerer, no entanto, grandes inovações. Logo, é necessário que você leia com atenção os textos complementares e responda à pergunta (se houver).

Veja dois exemplos:

Tema redação Unesp – 2020: “O carro será o novo cigarro?”

Tema redação Unesp – 2021: “Tempo é dinheiro?”

Note que são temas subjetivos, ou seja, que abrem prerrogativas para reflexões mais profundas. Porém é importante que você se lembre de que esta é uma redação dissertativa-argumentativa e que deve respeitar os critérios de racionalidade e cientificidade.

Por isso, você deve desenvolver um texto dentro do tema de maneira coerente, trazendo argumentos concretos para o texto. Além disso, embora as suas opções pessoais estejam implícitas, você deve trazer elementos que as confirmem.

Por fim, e o mais importante, você deve responder a pergunta de forma objetiva: sim ou não. Não há meio-termo e, seguindo esse caminho, as chances de tirar nota máxima nesse critério aumentam.

B- Organização do texto 

O segundo critério da prova e que você deve respeitar para fazer uma redação nota máxima Vunesp, é sobre organização do texto. Isto é, sua redação deve ser organizada em:

  • Introdução;
  • Desenvolvimento;
  • Conclusão.

Pode parecer um tanto quanto óbvio, contudo, você deve se lembrar de que, por apresentar temas subjetivos, é comum acontecerem contradições dentro do desenvolvimento do texto, o que poderá zerar esse critério.

Além disso, você deve se atentar para construir um texto sem lacunas, ou seja, o seu raciocínio deve ser completo, levanto à composição de uma redação autônoma.

Vamos a um exemplo simples:

redação nota máxima Vunesp

Suponha que, na introdução de sua redação, você afirme que as empresas precisam ter responsabilidade social, porém, durante o desenvolvimento, você fale que elas buscam lucro e  você se esquece completamente de falar sobre a responsabilidade social que elas devem ter.  Isso é uma lacuna.

Por fim, dentro desse critério, a banca também irá avaliar a progressão argumentativa do texto. Isso quer dizer que os argumentos que são colocados dentro do texto devem se relacionar e garantir uma sucessão estratégica.

O ideal é que um argumento puxe outro. 

Correção de redação

Veja esse exemplo de uma redação nota máxima Vunesp do ano de 2020, cujo tema era: “O carro será o novo cigarro?

“Há algum tempo, a revista “Esquire” publicou um artigo no qual o autor, que nunca havia fumado, descreve as experiências decorrentes de se propor a fumar um maço de cigarro ao dia, durante um mês. Ao longo da trajetória do desafio, o homem reflete sobre o tabagismo e suas consequências enquanto fenômeno social, na medida em que tenta reproduzir o ato de fumar como se já estivesse há muito habituado a ele. Nessa tentativa o “novo fumante” busca ocupar os mesmos espaços utilizados por tabagistas de longa data e nota que, na atualidade, fumar é fazer parte de um clube restrito composto por praticantes de um vício que estão constantemente sob olhares de desprezo e de desaprovação lançados por não-fumantes. Essa situação, inerentemente adaptada, se repetirá em um futuro um pouco distante com aqueles que continuarem a usar carros para se locomoverem. 

Para a corrente filosófica positivista, a humanidade tende ao progresso. De fato, observa-se que, pelo menos no que se refere às tecnologias, a evolução humana foi vigorosa. A invenção do automóvel representa um marco desse progresso ao possibilitar uma locomoção mais rápida. Entretanto, o progresso e evolução estão fortemente ligados ao contexto no qual se manifestam e, nesse sentido, a popularização do carro se deu em meio a um cenário de pouco conhecimento acerca das consequências ambientais causadas por esse meio de transporte como, por exemplo, a intensificação do efeito estufa oriunda da emissão de gases poluentes pela queima de combustível. Assim, tal como o cigarro, outrora representante de um estilo de vida “descolado” e hoje visto como maléfico, o carro caminha no sentido de ser, em breve, o vilão. 

Todavia, não são apenas as consequências ambientais que estão diminuindo o apreço pelos carros. As grandes cidades têm enfrentado cada vez mais problemas de mobilidade e esses automóveis se destacam no agravamento dessa situação. Isso porque, tal meio de transporte é utilizado em larga escala nos grandes centros urbanos e, apesar de um carro poder transportar, em geral, cinco pessoas, ele é muitas vezes utilizado individualmente. Logo, o número de veículos em circulação é elevado, o que aumenta os congestionamentos e torna o trânsito caótico e lento. Os indivíduos, então, começaram a preferir modalidades alternativas que cumpram a mesma função de deslocamento, porém de forma mais eficiente. E, assim, as consequências advindas da utilização, ao causarem desprezo e desaprovação, aproximam novamente o carro do cigarro. 

Em suma, depreende-se que em um futuro pouco distante a revista “Esquire” poderá publicar um artigo que narre a experiência de possuir e dirigir um carro, meio de transporte que se tornará símbolo ultrapassado de progresso e que, seguindo essa perspectiva, será o novo cigarro: utilizado por alguns e desprezado por muitos. Essa situação decorrerá do entendimento da grandeza dos malefícios causados ao meio ambiente pela poluição gerada pelos carros e pelo desejo de uma locomoção mais eficiente em cidades cada vez mais sobrecarregadas. Faz-se necessário, então, pensar quais serão os meios de transportes a serem utilizados, os quais devem ser preferencialmente coletivos (ônibus, metrô) e, em um futuro um pouco mais distante, será preciso discutir “qual será o novo carro”.

Note que, no primeiro parágrafo, o autor fala do tabagismo como um fenômeno social desprezível nos tempos atuais devido a seus malefícios, já fazendo uma comparação disso com as pessoas que utilizam carros.

No segundo parágrafo, ele continua discorrendo sobre os avanços da tecnologia e a construção de carros cada vez mais evoluídos, mas que ainda assim, continuam emitindo gases poluentes. Ainda neste parágrafo, ele faz uma análise comparativa do carro e do cigarro, mostrando que ambos, a princípio, eram utilizados por pessoas que se viam como “descoladas”, contudo, com a evolução do pensamento, bem como, da sociedade essa visão tem mudado.

Por fim, ele conclui que, assim como um cigarro, o carro traz malefícios para humanidade e que, em um futuro muito próximo, outras alternativas de locomoção deverão ser pensadas.

Veja que em todo texto ele defendeu a ideia de que, sim, o carro será o novo cigarro, agregando argumentos racionais que sustentam a sua posição, como a emissão de gases poluentes por automóveis, problemas de mobilidade, congestionamento. Por fim, ele mostra que, assim como o cigarro, as pessoas estão tomando consciência de que o carro traz malefícios e já estão buscando outras alternativas para se locomoverem.

C- Linguagem 

redação nota máxima vunesp

O último critério avaliado pela banca será a linguagem. Isto é, para fazer uma redação nota máxima Vunesp é importante obedecer às normas gramaticais e ortográficas da Língua Portuguesa. Ou seja, é importante demonstrar conhecimento sobre acentos, pontuações, crase, etc.

Além disso, é preciso utilizar bem os recursos coesivos. Em outras palavras, entre os argumentos se deve utilizar “ganchos”, que são palavras como: ademais, portanto, consequentemente, entre outros.

Outro erro muito comum é a repetição de palavras. Desse modo, é importante que você desenvolva seu vocabulário e traga palavras diferentes, na apresentação de um leque considerável de termos. 

Uma dica importante para fazer uma boa redação é praticar frequentemente e ter uma correção detalhada e profissional. Recomendamos sempre o auxílio de uma plataforma de correção de redação profissional. Clique aqui e aproveite que não custa nada fazer o cadastro para conhecer a plataforma de correção de redação mais completa disponível hoje.

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