Conteúdo produzido por Corrija-me - Correção de Redação Em Repertório
Um levantamento recente associado ao Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden) revelou um problema preocupante: muitos municípios brasileiros ainda não estão preparados para enfrentar eventos climáticos extremos. Segundo o estudo, diversas cidades não possuem planos de prevenção, sistemas de alerta eficientes ou equipes suficientes para atuar em situações de emergência. Esses dados evidenciam a fragilidade da gestão pública diante dos desastres climáticos e representam um repertório relevante para estudantes que pretendem discutir o tema na redação do Enem ou de outros vestibulares.
Neste post, você vai entender os números, ver como transformá-los em argumento e treinar a estrutura do texto. Além disso, vai encontrar cinco propostas de tema para praticar. Se a sua meta é uma nota alta na redação Enem, combine essa leitura com a correção de redação, porque só a revisão de um professor mostra onde o texto ainda falha.

Redação sobre desastres climáticos: o que o estudo do Cemaden mostra
O levantamento foi coordenado por pesquisadores ligados ao Cemaden, com financiamento da FAPESP, e divulgado em 20 de outubro de 2026. Participaram 2.289 municípios, o que equivale a 41% das 5.570 cidades do país. Por isso, os números dizem muito sobre a realidade nacional, embora não cubram todas as cidades.
Entre as que responderam, pelo menos 30% não têm plano de contingência para desastres e 37% não possuem sistema próprio de alerta. Já os planos específicos para ondas de calor existem em menos de 8% dos casos. Na prática, o morador de boa parte do Brasil depende de improviso quando a chuva, a seca ou o calor extremo chegam.
O problema também é de estrutura. Em 22% dos municípios, a Defesa Civil tem um único agente, e só 6,4% relataram participação frequente da população nas ações de prevenção. Ou seja, falta gente para planejar e falta diálogo com quem mora em áreas de risco. Os dados vêm da Agência FAPESP. A mesma reportagem lembra uma pesquisa anterior segundo a qual nove em cada dez cidades brasileiras já enfrentaram algum desastre climático nas últimas três décadas.
Por que a redação sobre desastres climáticos pede foco na prevenção?
Muitos textos de redação sobre desastres climáticos param no fato. Descrevem a enchente, lamentam as mortes e seguem para uma proposta genérica. Só que as bancas querem ver o raciocínio, e o estudo ajuda justamente nisso, porque muda a pergunta. Em vez de perguntar por que os desastres acontecem, você passa a perguntar o que as cidades fazem antes de eles acontecerem.
Essa mudança de ângulo organiza o texto inteiro. Um fenômeno natural vira desastre social quando falta planejamento, e isso conversa com o que você já viu sobre como se preparar para temas ambientais. Também se conecta ao caso das enchentes em Minas Gerais como repertório. A tragédia mineira mostra o efeito, enquanto o estudo do Cemaden aponta uma das causas.
Repertório sociocultural para usar no texto
Sociedade de risco e direito à cidade
Ulrich Beck, sociólogo alemão, usou o conceito de sociedade de risco para explicar que a modernização produz ameaças que atingem a todos, mas não da mesma forma. Henri Lefebvre, por sua vez, defendeu o direito à cidade, ideia que ajuda a discutir quem tem acesso à moradia segura, à informação e à proteção. Juntos, os dois autores sustentam um argumento sobre desigualdade socioambiental.
Leis e metas que reforçam o argumento
No campo legal, o Estatuto da Cidade (Lei 10.257/2001) trata do planejamento urbano, e a Lei 12.608/2012 instituiu a Política Nacional de Proteção e Defesa Civil. Os ODS 11 e 13, da Agenda 2030, falam de cidades sustentáveis e de ação contra a mudança global do clima. Cada referência pode abrir um parágrafo de desenvolvimento.
Veja como um parágrafo pode unir dado e repertório.
Em primeira análise, é fundamental compreender como a insuficiência do planejamento urbano amplia a vulnerabilidade das cidades brasileiras diante dos desastres climáticos. Segundo um levantamento associado ao Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden), 30% dos municípios pesquisados não possuem planos de contingência para enfrentar situações de emergência. Esse cenário evidencia a dificuldade do poder público em desenvolver estratégias preventivas, sobretudo em regiões socialmente vulneráveis, nas quais a ocupação de áreas de risco e a precariedade da infraestrutura intensificam os impactos de enchentes e deslizamentos. Consequentemente, a ausência de medidas antecipatórias expõe milhares de cidadãos a perdas materiais, deslocamentos forçados e ameaças à própria vida.
Repare no caminho. O trecho abre com a tese, traz o dado com fonte, chama o autor e fecha com a consequência. Para reforçar a ideia de adaptação, assista ao Short do canal da Corrija-me no YouTube sobre resiliência climática como possível tema.
Como fazer a proposta de intervenção em uma redação sobre desastres climáticos
A proposta precisa de agente, ação, meio, finalidade e detalhamento. Aqui o estudo entrega pistas concretas, já que os pesquisadores defendem sistemas de alerta locais estruturados como política pública e a inclusão de idosos, pessoas não alfabetizadas e pessoas com deficiência. Se quiser revisar cada elemento, leia as 7 dicas para fazer uma proposta de intervenção na redação.
Portanto, é imprescindível fortalecer o planejamento das cidades brasileiras para reduzir os impactos dos desastres climáticos. Para tanto, cabe às prefeituras municipais, em parceria com a Defesa Civil, elaborar e implementar planos de contingência, por meio do mapeamento de áreas de risco, da instalação de sistemas de alerta e da capacitação de equipes de emergência, a fim de prevenir tragédias e proteger as populações mais vulneráveis. Dessa forma, será possível minimizar os danos provocados pelos eventos climáticos extremos e garantir maior segurança à população.
Perceba que há agente, ação, meio e finalidade e detalhamento Para ver esse passo a passo em aula, assista à live do canal sobre como montar a proposta perfeita.
Cinco possíveis temas de redação sobre desastres climáticos
O assunto atende a vários recortes, porque envolve meio ambiente, cidade, desigualdade e políticas públicas. Veja cinco enunciados no estilo das provas, cada um com um ângulo diferente.
- A partir da leitura dos textos motivadores e com base nos seus conhecimentos, redija texto dissertativo-argumentativo sobre o tema “Desafios para preparar as cidades brasileiras para eventos climáticos extremos”, apresentando proposta de intervenção que respeite os direitos humanos (estilo Enem).
- Com base na coletânea apresentada, escreva uma dissertação sobre “A importância da prevenção de desastres ambientais no Brasil”, indicando as responsabilidades do poder público e da sociedade (FCC).
- Considerando os textos de apoio, redija uma dissertação sobre “Desigualdade social e vulnerabilidade climática nas cidades”, defendendo um ponto de vista com argumentos consistentes (estilo Unicamp).
- A partir dos textos apresentados, elabore uma dissertação em prosa sobre “Caminhos para ampliar a participação popular na prevenção de desastres” (estilo Enem).
- Tomando como ponto de partida os textos da prova, escreva uma dissertação sobre “O papel do planejamento urbano na proteção da população”, com proposta de intervenção detalhada (estilo Enem).
Como escolher o recorte mais provável? Observe qual ângulo se aproxima mais do dia a dia do estudante. Para o Enem, prevenção e preparo das cidades combinam bem com o formato, enquanto Fuvest, Unicamp e Vunesp costumam valorizar causas e responsabilidades. Ninguém acerta o tema com certeza, mas treinar a redação sobre desastres climáticos em vários recortes prepara você para qualquer variação. Acompanhar notícias que ampliam seu repertório sociocultural ajuda a enxergar esses caminhos antes da prova.
Treine com a Corrija-me e evolua na sua redação Enem
Ler sobre o tema é só metade do trabalho. Para evoluir, você precisa escrever e receber retorno de quem corrige de verdade. Na Corrija-me, a correção de redação é feita exclusivamente por professores especializados, sem inteligência artificial, e chega em até 24h úteis. Você ainda pode tirar dúvidas direto com o corretor.
A plataforma reúne mais de 500 videoaulas em 12 cursos e centenas de temas, com novidades toda semana. Por isso, escolher um dos cinco enunciados acima e assinar a Corrija-me é um bom primeiro passo para transformar notícia em nota.






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