Conteúdo produzido por Corrija-me - Correção de Redação Em Repertório
A violência contra a mulher voltou ao centro do debate público no Brasil e pode ser o tema da sua redação no Enem 2026 ou em qualquer vestibular que você esteja mirando. No dia 8 de março deste ano, mulheres foram às ruas em Copacabana, na Avenida Paulista e em diversas capitais para denunciar feminicídios e cobrar políticas públicas. Semanas antes, um caso de estupro coletivo contra uma adolescente de 17 anos em um apartamento de Copacabana já havia chocado o país. Esse cenário não é novidade, e é exatamente por isso que você precisa saber escrever sobre ele com profundidade.
Desde 2015, quando o Enem trouxe como tema a persistência da violência contra a mulher na sociedade brasileira, o assunto nunca saiu da lista de apostas. Com 1.568 feminicídios registrados só em 2025, segundo o Fórum Brasileiro de Segurança Pública, o problema segue gravíssimo. Para ir bem em qualquer correção de redação que envolva esse tema, você vai precisar de bons argumentos, repertório sólido e uma proposta de intervenção que vá além do óbvio.
O 8 de março de 2026: o que os protestos têm a ver com a sua redação
Quando as bancas propõem um tema, elas querem saber se você acompanha o que acontece no país. Por isso, entender o que motivou as manifestações do 8 de março é um bom ponto de partida para construir seu repertório.
As marchas reuniram milhares de pessoas em São Paulo, Rio de Janeiro, Brasília, Belo Horizonte, Salvador e Belém. Em Minas Gerais, o coletivo Casa das Marias instalou 160 cruzes na Praça da Liberdade para representar as mulheres vítimas de feminicídio no estado. A última delas tinha sido assassinada a facadas na própria data, em Santa Luzia. O caso de Copacabana também intensificou os protestos: uma jovem de 17 anos foi atraída para um apartamento pelo ex-namorado e violentada por um grupo de cinco pessoas, reacendendo o debate sobre consentimento e responsabilização dos agressores.
Esses fatos são exatamente o tipo de repertório que um corretor quer ver no texto. Usar situações concretas e recentes mostra que você lê o mundo ao redor, e não apenas recita fórmulas decoradas.
O Enem já cobrou violência contra a mulher e pode cobrar de novo
Em 2015, a proposta foi direta: “A persistência da violência contra a mulher na sociedade brasileira”. Naquele ano, muitos candidatos erraram por tratar o tema de forma genérica, sem citar a Lei Maria da Penha, sem conectar a violência à estrutura machista da sociedade e sem apresentar propostas concretas. O resultado foi uma enorme quantidade de redações com notas baixas na Competência V, a da proposta de intervenção.
Só que o assunto não para por aí. Há outros ângulos que as bancas podem explorar em 2026, e você precisa estar preparado para todos. O feminicídio pode aparecer como problema estrutural, exigindo que o candidato discuta subnotificação e falhas do sistema judiciário. A violência sexual contra adolescentes ganhou força depois do caso de Copacabana e pode render uma proposta sobre proteção de meninas em ambientes de confiança. A violência doméstica e o silêncio das vítimas seguem sendo pautas recorrentes. A violência política de gênero vem crescendo, com episódios envolvendo parlamentares. E a dupla jornada feminina apareceu com força nos protestos do 8 de março, junto à pauta do fim da escala 6×1.
Para aprofundar sua capacidade de argumentar sobre qualquer um desses ângulos, o artigo 7 erros de argumentação que podem custar sua aprovação é leitura obrigatória.

Como argumentar sobre violência contra a mulher sem cair no lugar-comum
O maior risco ao escrever sobre esse tema é usar argumentos rasos: “é preciso conscientizar a população” ou “a família deve educar melhor os filhos”. Essas frases aparecem em centenas de redações e não convencem nenhum corretor experiente. Como ir além?
1. Parta das causas estruturais
A violência contra a mulher não nasce do nada. Ela vem de uma cultura que, historicamente, tratou a mulher como propriedade do homem. Isso se reflete em piadas toleradas, em músicas que romantizam o controle, em normas sociais que ensinam meninas a se protegerem em vez de ensinar meninos a respeitarem limites. Mostrar essa raiz cultural é o que dá profundidade à argumentação.
Por isso, ao escrever, conecte o caso individual à estrutura social. O estupro coletivo em Copacabana não foi um acidente: foi resultado de uma mentalidade de grupo que naturalizou a ideia de que o não da vítima poderia ser ignorado. Isso é machismo estrutural, e nomeá-lo assim é argumento de primeira linha.
2. Use a legislação como repertório
A Lei Maria da Penha (Lei nº 11.340/2006) é referência obrigatória para esse tema. A Lei do Feminicídio (Lei nº 13.104/2015) classifica o assassinato de mulheres por razões de gênero como crime hediondo. Esses marcos legais mostram que o Estado reconhece o problema, mas também revelam a distância entre o que a lei prevê e o que acontece na prática.
Afinal, se o Brasil chegou a registrar cerca de 30 feminicídios por dia em janeiro de 2026, segundo o Conselho Nacional de Justiça, é porque ter a lei não basta. Sua redação fica mais forte quando você mostra essa contradição.
“Embora o Brasil disponha de um arcabouço legal de proteção às mulheres, como a Lei Maria da Penha e a Lei do Feminicídio, a persistência dos índices de violência de gênero mostra que a mudança cultural precede a mudança normativa.”
Esse tipo de trecho mostra ao corretor que você sabe usar a legislação como argumento, não como enfeite.
3. Traga dados reais e interprete-os
Dado sem interpretação é enfeite. Dado interpretado é argumento. Dizer que o Brasil registrou 1.568 feminicídios em 2025 (Fórum Brasileiro de Segurança Pública) é uma informação. Relacionar esse número ao aumento de 96,4% dos feminicídios em São Paulo entre 2021 e 2025 é mostrar uma tendência que contradiz qualquer discurso de que as coisas estão melhorando.
Treine esse hábito: sempre que citar um dado, pergunte-se “e daí?” e responda na frase seguinte.
O caso de Copacabana como repertório sociocultural
O estupro coletivo da adolescente de 17 anos, ocorrido em 31 de janeiro de 2026, reúne vários elementos que as bancas costumam cobrar: violência sexual, vulnerabilidade de adolescentes, falhas institucionais e a importância do consentimento.
A jovem foi atraída pelo ex-namorado, um adolescente que tinha sua confiança por estudarem juntos no Colégio Pedro II. Quando chegou ao apartamento, foi violentada por cinco pessoas. Mesmo diante de recusas explícitas e repetidas, o grupo seguiu com o crime. Depois, os envolvidos foram investigados por ao menos mais dois casos de abuso sexual contra outras meninas.
Por que esse caso importa para a sua redação? Porque ele mostra, na prática, o que a teoria já confirma: a violência sexual não acontece só entre desconhecidos, não acontece só em becos escuros e não é atenuada pelo fato de a vítima conhecer o agressor. Nesse caso, a confiança prévia foi usada como ferramenta para o crime. Usar esse fato num texto sobre violência contra a mulher demonstra que você entende a complexidade do tema.
Para se preparar com mais repertório sobre violência envolvendo jovens, assista a este vídeo do canal da Corrija-me:
Como montar uma proposta de intervenção forte
A Competência V da redação do Enem exige uma proposta com cinco elementos: ação, agente, modo, finalidade e detalhamento. Mas o que diferencia uma proposta mediana de uma boa não é só seguir a fórmula. É a especificidade.
Veja a diferença para o tema da violência contra a mulher:
Proposta fraca: “O governo deve criar campanhas de conscientização para combater a violência contra a mulher e educar a sociedade sobre o tema.”
Proposta forte: “Cabe ao Ministério da Educação implementar, por meio da revisão dos Parâmetros Curriculares Nacionais, disciplinas obrigatórias de educação sobre consentimento e relações de gênero no ensino fundamental e médio, a fim de desconstruir, desde a base, as representações culturais que naturalizam a dominação masculina sobre o corpo feminino.”
A segunda tem agente claro (Ministério da Educação), ação precisa (revisão curricular), modo definido (disciplinas obrigatórias) e finalidade bem argumentada. Isso é o que separa uma redação nota 960 de uma nota 680.
Para entender como melhorar toda a estrutura da redação no Enem, do começo ao fim, esse guia pode te ajudar bastante.
Outros temas ligados à violência que podem cair
Além do feminicídio e da violência sexual, outros desdobramentos aparecem com frequência em vestibulares e concursos. Vale estar preparado.
A violência política de gênero é um deles. Parlamentares mulheres que são alvo de ataques verbais e ameaças por razão do sexo mostram que a violência contra a mulher não fica restrita ao ambiente doméstico. Outro desdobramento que ganhou mais visibilidade nos últimos anos é a violência vicária, em que o agressor ataca os filhos para atingir a mãe. Esse ângulo pode aprofundar muito qualquer texto sobre o tema.
Outro ângulo importante é o da subnotificação. Pesquisas indicam que a maioria das vítimas de violência doméstica não denuncia, por medo de represálias, dependência financeira ou desconfiança nas instituições. Esse argumento é valioso porque mostra que os dados oficiais, já altos, provavelmente subestimam a realidade. Para se preparar com repertório variado, vale conferir o artigo Assuntos mais debatidos em 2025 que podem virar tema de redação em 2026.
Quanto mais você treina com temas diferentes, mais natural fica argumentar com profundidade. E é aí que entra a correção de redação constante: sem feedback real, fica difícil perceber onde seus argumentos ainda vacilam.
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