Redação sobre deepfakes nas eleições de 2026: como usar o tema no Enem

Uma redação sobre deepfakes nas eleições exige mais do que citar a notícia. Veja as novas regras do TSE, três eixos de argumentação, repertório e cinco propostas de tema para treinar com correção de redação.

Conteúdo produzido por Corrija-me - Correção de Redação Em Repertório

Uma redação sobre deepfakes nas eleições deixou de ser hipótese e virou aposta forte para as provas deste ano. As Eleições Gerais de 2026 têm primeiro turno em 4 de outubro, com mais de 155 milhões de eleitores aptos a votar. Enquanto isso, vídeos falsos, vozes clonadas e rostos trocados circulam pelas redes numa velocidade que assusta. Por isso o assunto reúne exatamente o que as bancas procuram, ou seja, atualidade quente, impacto social direto e discussão sobre direitos.

Só que ter o tema na ponta da língua não basta. Você precisa transformar a notícia em argumento, e é justamente aí que a maioria dos estudantes trava. Uma boa correção de redação mostra em poucos minutos se o seu texto discute o problema ou apenas repete manchete. Neste post, você encontra os dados atualizados, os melhores caminhos argumentativos e cinco propostas prontas para treinar.

redação sobre deepfakes nas eleições

Por que a redação sobre deepfakes nas eleições ganhou força em 2026

O calendário explica boa parte do movimento. As convenções partidárias aconteceram entre 20 de julho e 5 de agosto, e a propaganda eleitoral começa em 16 de agosto. Ou seja, o país entrou na temporada em que a disputa por atenção se intensifica. E a inteligência artificial passou a ocupar o centro dessa disputa.

Um episódio acelerou o debate. Durante uma convenção do PL, foi exibido um vídeo do ex-presidente Jair Bolsonaro gerado por inteligência artificial. A cena não envolvia ataque a adversários, mas expôs uma zona cinzenta que ninguém tinha resolvido até então. Especialistas avaliam que o caso abriu um novo capítulo sobre os limites jurídicos da tecnologia nas campanhas.

Vale lembrar que nem todo conteúdo feito por IA é deepfake. A IA generativa cria textos, imagens, sons e vídeos a partir de modelos treinados. Já o deepfake fabrica ou altera conteúdos simulando pessoas reais, como rostos, vozes e falas. A distinção parece detalhe, só que ela sustenta a argumentação jurídica. Se quiser aprofundar o pano de fundo, veja como preparamos o repertório sobre desinformação digital em outro caso recente.

O que o TSE decidiu sobre inteligência artificial na campanha

O Tribunal Superior Eleitoral antecipou a regulamentação e editou um pacote de 14 resoluções para o pleito. O núcleo das regras está no artigo 9º-B da Resolução TSE nº 23.610/2019, com a redação dada pela Resolução TSE nº 23.755/2026. A norma não proíbe o uso de IA na campanha. Ela impõe transparência.

Na prática, todo conteúdo sintético produzido ou significativamente alterado por inteligência artificial precisa informar isso de modo explícito, destacado e acessível. Em áudio, o aviso vai no início da comunicação. Em imagens, aparece como rótulo ou marca-d’água, acompanhado de audiodescrição. Nos vídeos, as duas formas de identificação são exigidas ao mesmo tempo.

Além disso, a resolução proíbe o deepfake usado para prejudicar ou favorecer candidaturas, ainda que o conteúdo tenha sido produzido com autorização das pessoas envolvidas. Também ficou vedado o uso de ferramentas que simulem conversa com o eleitor, assim como sistemas automatizados que recomendem candidatos. Outra novidade é a restrição temporal, já que conteúdo sintético novo não pode circular nas 72 horas anteriores à votação.

A polêmica da “deepfake do bem”

A expressão nasceu para nomear conteúdos gerados por IA que simulam pessoas reais sem atacar adversários nem espalhar mentira. Mesmo assim, os ministros do TSE se dividiram sobre o assunto. Afinal, a ausência de intenção fraudulenta autoriza recriar a voz e a imagem de alguém? Ou a reprodução artificial de pessoas reais exige limites mais duros de qualquer maneira? Essa dúvida ainda deve gerar nova interpretação do tribunal, e ela rende um ótimo parágrafo de desenvolvimento.

Enquanto isso, o TSE firmou acordo com o Observatório da Democracia, da Advocacia-Geral da União, para lançar uma cartilha de uso responsável da tecnologia. O material deve alertar sobre milícias digitais e centralizar canais de denúncia, entre eles o aplicativo Pardal, o Ministério Público Eleitoral e a SaferNet Brasil.

Como argumentar numa redação sobre deepfakes nas eleições

Existem três eixos que funcionam muito bem para esse recorte. O primeiro trata da integridade do processo democrático, porque o voto consciente depende de informação verdadeira. Quando o eleitor não distingue o real do fabricado, a escolha perde base. Com isso, a legitimidade da disputa fica comprometida antes mesmo da apuração.

O segundo eixo discute a responsabilidade compartilhada. Candidatos, partidos e plataformas digitais respondem pelo que circula, e a regulação recente reforça esse ponto. Por outro lado, a fiscalização esbarra no volume gigantesco de publicações e na velocidade do compartilhamento. Aí entra o terceiro eixo, que é a educação midiática. Formar leitores capazes de checar fonte, data e contexto sai mais barato do que remover conteúdo depois que ele já viralizou.

Repare que esses eixos conversam com outros temas tecnológicos cobrados nos últimos anos. Quem já treinou a discussão sobre inteligência artificial e futuro do trabalho tem meio caminho andado. A lógica argumentativa é parecida, ainda que o objeto mude.

A Resolução TSE nº 23.755/2026 exige que todo conteúdo eleitoral gerado por inteligência artificial seja identificado de forma explícita, o que revela uma tentativa de proteger a informação verdadeira como bem público. Contudo, a norma sozinha não alcança a velocidade das redes sociais, onde um vídeo manipulado circula por milhares de contas antes de qualquer decisão judicial. Torna-se necessário, portanto, aliar a regulação à formação crítica do eleitorado.

Perceba o movimento. O parágrafo apresenta o dado, interpreta e aponta o limite. Por fim, esse encadeamento vale mais do que citar dez fatos soltos.

Repertório sociocultural que combina com o tema

A Constituição Federal é o ponto de partida mais seguro. O artigo 5º garante o acesso à informação, e o artigo 220 protege a liberdade de expressão sem permitir censura. Usar os dois juntos ajuda a mostrar tensão, não apenas concordância. E tensão é exatamente o que rende uma boa argumentação.

Na literatura, “1984”, de George Orwell, segue certeiro sobre a manipulação da verdade. Já o ensaio “Verdade e Política”, de Hannah Arendt, discute como a mentira organizada corrói a vida pública. Para o lado jurídico, o Marco Civil da Internet (Lei 12.965/2014) sustenta o debate sobre responsabilidade das plataformas. Antes de decorar tudo isso, aprenda a aumentar o seu repertório sociocultural de forma organizada.

Outro hábito que faz diferença é acompanhar o noticiário com método. Ler manchete não adianta muito, tanto que muita gente cita fato sem entender a controvérsia por trás dele. Nosso guia sobre como estudar atualidades para redação mostra um roteiro simples de anotação semanal.

5 possíveis temas de redação sobre deepfakes nas eleições

As bancas raramente pedem o fato bruto. Elas costumam recortar o problema social por trás dele. Pensando nisso, reuni cinco propostas escritas no formato de enunciado real, cada uma com um foco diferente.

  1. Enem. Caminhos para combater a manipulação de conteúdos por inteligência artificial no processo eleitoral brasileiro.
  2. Fuvest. Os limites entre liberdade de expressão e regulação da inteligência artificial na propaganda política.
  3. Unicamp. Redija um artigo de opinião, para o jornal da sua escola, defendendo a obrigatoriedade de identificar conteúdos gerados por inteligência artificial nas campanhas eleitorais.
  4. Vunesp. A desinformação digital e seus efeitos sobre a confiança nas instituições democráticas brasileiras.
  5. Enem. Desafios para a consolidação da educação midiática como política pública no Brasil.

Como escolher o recorte mais provável? Observe o padrão histórico da banca. O Enem quase sempre transforma o episódio em problema social amplo e cobra proposta de intervenção, então a aposta segura é a educação midiática ou o combate à manipulação. Já Fuvest e Unicamp preferem o conflito de valores, aquele em que dois direitos legítimos se chocam. Treine o mesmo assunto nos dois formatos e você chega à prova preparado para qualquer versão.

Citações para redação

Treine sua redação Enem com a Corrija-me

Escrever sobre atualidade exige repetição e retorno rápido. Na Corrija-me, sua redação volta corrigida em até 24h úteis, sempre por professores especializados, nunca por inteligência artificial. Você ainda conversa diretamente com o corretor para tirar dúvidas sobre cada competência, o que acelera muito a evolução.

Além disso, você tem acesso a centenas de temas, com propostas novas toda semana, e a aulas ao vivo duas vezes por semana. Somos mais de 600 mil pessoas acompanhando o professor Ricardo Assahi, e a nota média da plataforma é 4.9. Comece agora pela nossa plataforma de correção de redação e escreva o seu primeiro texto sobre o tema ainda hoje.

COMENTÁRIOS:

Nenhum comentário foi feito, seja o primeiro!

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *