Conteúdo produzido por Corrija-me - Correção de Redação Em Redação Dissertativa
Os vícios que derrubam sua nota aparecem com mais frequência nas redações do que muita gente imagina. E o pior é que quase sempre é “invisível” para o próprio candidato.
Você escreve, revisa, acha que está tudo certo… mas o corretor encontra repetições, informalidades e construções frágeis que comprometem clareza, coesão e argumentação. Por consequência, você recebe uma nota menor do que poderia alcançar.
Se você se identificou e quer melhorar seu desempenho em vestibulares ou concursos, entender os vícios que derrubam sua nota é essencial. Pensando nisso, preparamos um artigo com os principais problemas, os motivos pelos quais eles prejudicam sua redação e como eliminá-los de vez. Saiba mais a seguir:
Repetição excessiva de palavras
Um dos vícios mais comuns (e que muitas pessoas ignoram) é repetir a mesma palavra ou estrutura muitas vezes no mesmo parágrafo. Pode ser bobo, mas isso por si só já prejudica o seu desempenho. Veja o exemplo: “A educação é importante para a sociedade. A educação permite que as pessoas cresçam. A educação também melhora a economia.”
Percebe como o texto fica pobre e cansativo? A melhor alternativa é sempre usar sinônimos, pronomes, conectivos e variações estruturais. Um bom uso, neste caso, seria: “A educação é fundamental para a sociedade, pois possibilita o desenvolvimento humano e contribui para o crescimento econômico.”
Não existe nenhuma regra que proíbe a repetição, mas quando vira hábito, entra na lista dos vícios que derrubam sua nota.
Uso de linguagem informal
Sua redação não é uma conversa de WhatsApp. Mesmo assim, muitos alunos escorregam para a informalidade, sobretudo ao usar “a gente”, “tipo assim”, “muito importante mesmo”, “hoje em dia” em excesso ou até mesmo gírias e marcas de oralidade.
Sendo assim, um exemplo ruim seria: “A gente vê que o problema é muito complicado.” A versão adequada, neste caso, seria: “Observa-se que o problema é complexo.”
A informalidade quebra a seriedade do texto e demonstra pouco domínio da norma culta, um dos pontos mais avaliados.
Pleonasmo vicioso
Pleonasmo é repetir uma ideia desnecessariamente, por exemplo, “subir para cima”, “entrar para dentro”, “sair para fora”, “elo de ligação” ou “fato real”. Esses detalhes parecem pequenos, mas fazem parte dos vícios de linguagem que derrubam sua nota porque mostram imprecisão vocabular.
Ambiguidade
A ambiguidade acontece quando a frase permite mais de uma interpretação, por exemplo, ao dizer: “O professor falou com o aluno que estava nervoso.”
Aí o corretor pode se perguntar: quem estava nervoso? O professor ou o aluno? A melhor alternativa, neste caso, seria: “O professor, que estava nervoso, falou com o aluno.” ou “O professor falou com o aluno, que estava nervoso.”
A ambiguidade compromete a clareza, algo essencial em textos argumentativos.
Uso exagerado de “coisas”, “algo”, “isso”
É fato que o uso de palavras vagas empobrecem o texto. Sendo assim, um exemplo ruim é escrever: “O governo precisa fazer coisas para melhorar isso.” Percebe como essa frase não diz nada? O que o governo precisa fazer?
O certo seria dizer: “O governo precisa implementar políticas públicas para melhorar o sistema educacional.”
Quanto mais específico você for, mais madura fica sua escrita. O uso de palavras vagas é um dos vícios de linguagem que derrubam sua nota sem que você perceba.
Clichês e frases prontas
As expressões batidas passam a sensação de texto automático e você perde a chance de surpreender o corretor com um texto original. Alguns exemplos, neste caso, seriam: “desde os primórdios da humanidade”, “a educação é a chave para a mudança” ou “é de conhecimento geral”.
Elas não são proibidas, mas o uso repetitivo tira originalidade e força argumentativa. Desse modo, em vez de: “Desde os primórdios da humanidade, a educação é importante.” você poderia escrever “Ao longo da história, a educação tem sido essencial para o desenvolvimento social.”
Conectivos mal utilizados
Outro erro comum está no uso errado dos conectivos, ou seja, usar “mas” quando não há oposição; repetir “além disso” e usar “portanto” sem ideia de conclusão.
- Exemplo errado: “O problema é grave, mas precisa de soluções.” Não há contraste.
- Correção: “O problema é grave e requer uma solução imediata.”
Os conectivos organizam o raciocínio. Quando usados de forma inadequada, entram na lista dos vícios que derrubam sua nota.
Frases longas e confusas
Muitos alunos acham que escrever difícil é escrever bem, mas não é.
Exemplo ruim: Considerando que a sociedade enfrenta inúmeros problemas estruturais que ao longo do tempo foram se acumulando de maneira progressiva, percebe-se que soluções são necessárias.
Entende como fica difícil compreender o que está sendo dito? Agora, veja uma versão apropriada: “A sociedade enfrenta problemas estruturais acumulados ao longo do tempo, o que requer soluções urgentes.”
Falta de revisão
Muitos vícios não surgem na escrita, mas na falta de leitura crítica depois. Sendo assim, revisar não é só procurar erros de português, é perguntar: repeti demais? Fui vago? Fui informal? Minhas frases estão claras? Meus conectivos fazem sentido?
Quem não revisa mantém os vícios que derrubam a nota.

Estude com a Corrija-me e elimine de vez os vícios que derrubam sua nota!
Por fim, é preciso estar ciente que os vícios que derrubam sua nota não aparecem com placa de aviso. Eles se escondem na repetição, na informalidade, na vagueza e na falta de clareza. O candidato que aprende a identificá-los sai na frente, porque transforma um texto “ok” em um texto realmente competitivo.
O grande problema é que perceber esses vícios sozinho nem sempre é fácil. É exatamente por isso que a Corrija-me existe: para analisar sua redação, apontar onde sua linguagem enfraquece o texto e mostrar, na prática, como melhorar coesão, argumentação e domínio da norma culta.
Não espere mais! Estude com a Corrija-me e aprimore sua escrita.
Leia mais: Vícios de linguagem: o que é e por que devem ser evitados na redação?





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