Conteúdo produzido por Corrija-me - Correção de Redação Em Redação Dissertativa
Os modelos de proposta de intervenção são uma das maiores dúvidas de quem busca uma nota alta na redação em vestibulares e concursos. Afinal, muitos estudantes sabem desenvolver argumentos, mas travam justamente na hora de apresentar soluções para o problema discutido.
A boa notícia é que existem estruturas que funcionam e podem ser adaptadas para diferentes temas, desde que sejam utilizadas com inteligência e personalização.
Nesse contexto, nós da Corrija-me preparamos este artigo para apresentar três modelos de proposta de intervenção que podem servir como base para suas redações. Acompanhe a leitura e saiba como adaptá-los de acordo com a temática exigida pela banca:
O que torna uma proposta de intervenção nota 1000?
Antes de conhecermos os modelos, vale lembrar o que a banca corretora espera de você. Desse modo, uma intervenção completa não se baseia em ideias vagas como “as pessoas precisam ter consciência”.
Para estruturar qualquer um dos modelos de proposta de intervenção que veremos a seguir, você deve responder a cinco perguntas fundamentais:
- Quem vai fazer? (Agente)
- O que vai fazer? (Ação)
- Como vai fazer? (Meio ou Modo)
- Para que vai fazer? (Efeito/Finalidade)
- Explicação extra de algum ponto? (Detalhamento)
Quanto mais elementos estiverem presentes, maiores são as chances de alcançar a pontuação máxima.
Agora, vamos aos modelos estruturados que você pode adaptar para praticamente qualquer tema de cunho social, educacional ou de saúde pública.
Modelo 1: Educação e conscientização
Esse é um dos modelos de proposta de intervenção mais utilizados porque pode ser aplicado em diversos temas sociais. Sendo assim, ele funciona muito bem quando o problema está relacionado à falta de informação, preconceito, desinformação ou desconhecimento da população. Veja a estrutura a seguir:
- Agente: Ministério da Educação, escolas, universidades ou mídia.
- Ação: Promover campanhas educativas.
- Meio: Palestras, oficinas, conteúdos digitais, projetos escolares.
- Finalidade: Informar a população e transformar comportamentos.
Exemplo
“Dessa forma, o Ministério da Educação, órgão responsável por gerir a educação na esfera nacional, deve promover campanhas de conscientização nas escolas públicas e privadas, por meio da realização de palestras e atividades pedagógicas, com o objetivo de informar os estudantes sobre a problemática apresentada e estimular mudanças de comportamento que contribuam para a redução do problema.”
Quando utilizar?
Esse modelo pode ser adaptado para temas como por exemplo bullying escolar, preconceito racial, violência contra a mulher, desinformação digital, saúde mental e inclusão social.
Modelo 2: Criação ou fortalecimento de políticas públicas
Entre os modelos de proposta de intervenção mais eficientes está aquele voltado para ações governamentais. Ele é indicado quando o problema requer atuação do poder público, investimentos ou fiscalização. A estrutura, neste caso, pode incluir:
- Agente: Governo Federal, ministérios, prefeituras ou secretarias.
- Ação: Criar, ampliar ou fortalecer programas públicos.
- Meio: Investimentos, regulamentações ou fiscalização.
- Finalidade: Garantir direitos e reduzir impactos sociais.
Exemplo
“Além disso, o Governo Federal, responsável pela garantia de bem-estar de todos, deve ampliar os investimentos em programas voltados ao enfrentamento da problemática, por meio da destinação de recursos específicos e da intensificação da fiscalização das medidas já existentes, a fim de garantir maior efetividade das políticas públicas e promover melhorias para a população.”
Quando utilizar?
Esse modelo é bastante útil em temas relacionados à moradia, à saúde pública, à segurança, à mobilidade urbana, ao meio ambiente e ao combate à pobreza.
Modelo 3: Parcerias entre instituições
Nem todos os problemas podem ser resolvidos por apenas um agente. Muitas vezes, a solução requer a cooperação entre diferentes setores da sociedade. Por isso, esse é um dos modelos de proposta de intervenção mais sofisticados e valorizados pelos corretores. Veja uma possível estrutura:
- Agentes: Governo, empresas privadas, ONGs e instituições de ensino.
- Ação: Desenvolver projetos conjuntos.
- Meio: Campanhas, eventos, plataformas digitais ou programas sociais.
- Finalidade: Promover mudanças estruturais e ampliar o alcance das ações.
Exemplo
“Portanto, organizações não governamentais, empresas privadas e órgãos governamentais devem atuar conjuntamente na elaboração de projetos voltados à resolução da problemática, por meio de campanhas de alcance nacional e iniciativas comunitárias, visando ampliar o acesso à informação e fortalecer a participação social na construção de soluções efetivas. Como essa medida, espera-se a definitiva mitigação do revés na construção de um país mais justo.”
Quando utilizar?
Esse modelo funciona muito bem em diversos temas. Isso inclui, por exemplo, a sustentabilidade, inclusão digital, educação financeira, diversidade, proteção ambiental e direitos humanos.
Como adaptar os modelos ao tema da redação?
O maior erro dos estudantes é tentar decorar propostas prontas. Os corretores identificam facilmente quando uma intervenção foi apenas um “copia e cola” sem conexão com os argumentos desenvolvidos ao longo do texto. Sendo assim, para evitar esse problema, siga três passos:
1. Observe a causa do problema
Pergunte-se, em primeiro lugar: “O que está provocando essa situação?” Se a causa for falta de informação, o modelo de conscientização pode funcionar. Por outro lado, se a causa estiver relacionada à ausência de políticas públicas, o segundo modelo tende a ser mais adequado.
2. Relacione a proposta aos argumentos
A proposta precisa dialogar com os argumentos apresentados no desenvolvimento. Desse modo, se, por exemplo, você argumentou que a desinformação agrava determinado problema, faz sentido propor campanhas educativas. Em contrapartida, caso tenha defendido que há falhas na atuação governamental, a intervenção deve envolver ações do poder público.
3. Acrescente detalhamento
O detalhamento é um dos fatores que mais diferenciam redações medianas de redações excelentes. Compare, portanto:
- Versão simples: “O governo deve promover campanhas educativas.”
- Versão detalhada: “O Ministério da Educação deve promover campanhas educativas nas escolas públicas, porque esses locais são mais propícios a reunir a comunidade local, visando conscientizar os estudantes sobre a problemática.”
A segunda opção é muito mais completa e tende a receber melhor avaliação.
Vale a pena decorar modelos?
A resposta é sim, mas com uma ressalva importante. Vale a pena decorar estruturas, e não textos prontos. Os melhores candidatos dominam alguns modelos de proposta de intervenção e aprendem a adaptá-los rapidamente ao tema apresentado na prova.
Essa estratégia, portanto, oferece mais segurança durante a escrita e reduz o risco de esquecer elementos importantes da Competência 5.

Use os modelos de proposta de intervenção a seu favor!
Por fim, dominar bons modelos de proposta de intervenção pode fazer uma enorme diferença na sua nota na redação de concursos e vestibulares. O ideal, portanto, é compreender a lógica por trás de cada estrutura e saber adaptá-la ao tema proposto.
E se você deseja aperfeiçoar suas propostas de intervenção e receber correções detalhadas com foco nos critérios das principais bancas examinadoras, a plataforma Corrija-me pode te ajudar. Com feedbacks, correções e revisões de profissionais especializados, além de aulas, cursos e materiais exclusivos, você identifica seus pontos de melhoria e evolui de forma estratégica rumo à nota 1000.
Leia também: Como funciona a proposta de intervenção da redação





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