Vai fazer uma prova da FGV? Veja por onde começar a redação.

Iniciar a produção textual da Fundação Getúlio Vargas requer estratégia e atenção aos detalhes. Neste artigo, você descobrirá por onde começar o seu planejamento, como interpretar os enunciados complexos da banca e quais cuidados tomar para construir uma argumentação alinhada às expectativas dos corretores.

Conteúdo produzido por Corrija-me - Correção de Redação Em Bancas e suas Redações

Se você vai fazer uma prova da FGV, saiba que o primeiro passo para o sucesso é entender que a Fundação Getúlio Vargas não avalia a redação como a maioria das outras bancas. Conhecida por sua exigência, enunciados reflexivos e alto nível de cobrança na norma-padrão da língua portuguesa, a FGV requer que o candidato vá além da simples aplicação de fórmulas prontas. 

Para construir um texto de excelência, é indispensável saber exatamente por onde começar o planejamento da sua produção textual. Acompanhe o nosso artigo e saiba o passo a passo fundamental para começar a sua redação com o pé direito e dominar os critérios de correção da banca:

Compreenda o recorte temático

A FGV é famosa por apresentar temas abertos, filosóficos ou comportamentais, que muitas vezes não trazem textos de apoio extensos. Por isso, a primeira atitude de quem vai fazer uma prova da FGV deve ser a leitura analítica do comando da questão.

  • Sublinhe os conceitos-chave: identifique as palavras centrais do tema e compreenda a relação entre elas.
  • Identifique a problemática: a banca raramente pede uma simples descrição de fatos. Ela quer saber o seu posicionamento diante de um dilema, de uma transformação social ou de um conceito abstrato.
  • Defina o recorte: evite abordar o tema de forma genérica. Delimite o ângulo pelo qual você defenderá a sua tese.

Construa um projeto de texto

Antes de escrever a primeira frase do rascunho, dedique de 5 a 10 minutos para planejar a estrutura do seu texto, o famoso “esqueleto”. Esse hábito faz toda a diferença para quem vai fazer uma prova da FGV, pois a banca penaliza a falta de progressão temática e a incoerência entre os parágrafos.

Faça as seguintes perguntas a si mesmo:

  • Qual é a minha tese? (Qual opinião vou defender do início ao fim?)
  • Quais serão meus dois argumentos principais? (Por que penso assim?)
  • Qual repertório fundamentará minha tese? (Filosofia, Sociologia, fatos históricos ou legislação?)

Organizar essas respostas em um esquema simples impede que você perca o fio da meada no meio da escrita e garante que a introdução, o desenvolvimento e a conclusão caminhem na mesma direção.

Pense na estrutura da introdução

Já parou para pensar que o parágrafo introdutório é o cartão de visitas da sua redação? Quem vai fazer uma prova da FGV precisa apresentar o tema e a tese de forma direta e elegante logo no início.

Por isso, pense primeiramente na contextualização. Inicie com uma apresentação do assunto central (pode ser uma citação, uma definição conceitual ou uma alusão histórica).

Depois, lembre-se da apresentação da tese. Esse é o momento de declarar de forma explícita o seu posicionamento sobre o tema. Além disso, você deve antecipar os argumentos. Em outras palavras, indique brevemente os dois pilares que serão aprofundados nos parágrafos de desenvolvimento.

Evite rodeios, clichês ou frases muito longas. A FGV valoriza a precisão vocabular e a clareza sintática desde a primeira linha.

O que fazer e o que evitar na redação da FGV?

Etapa O que fazer (Recomendado) O que evitar (erro grave)
Interpretação Mapear as palavras-chave do enunciado e definir o recorte. Começar a escrever sem planejar a tese e os argumentos.
Linguagem Usar vocabulário formal e conciso. Usar marcas de oralidade, clichês e períodos excessivamente longos.
Argumentação Fundamentar a tese com repertório legítimo e raciocínio lógico. Apresentar apenas exemplos superficiais ou opiniões do senso comum.
Gramática Revisar pontuação, concordância e regência detalhadamente. Negligenciar a microestrutura e cometer desvios gramaticais repetidos.

 

Atenção à norma-padrão

Um dos maiores diferenciais da FGV é o peso que a banca atribui aos aspectos gramaticais e de linguagem. São os pequenos deslizes de pontuação, erros de concordância ou o uso inadequado de conectivos que podem reduzir a sua nota.

Quem vai fazer uma prova da FGV deve reservar os minutos finais do tempo de prova para uma revisão. Verifique, portanto, a grafia das palavras, e a fluidez dos períodos.

Leia mais: Como funciona a redação da FGV

Use as provas anteriores como material de estudo

Quer entender melhor como a FGV cobra redação? Resolva provas anteriores.

Essa é uma das maneiras mais eficientes de conhecer o estilo da banca. Procure propostas aplicadas em concursos anteriores e tente respondê-las respeitando o tempo e o limite de linhas estabelecidos.

Depois, analise sua resposta. Você entendeu o comando? Respondeu a todos os pontos? Organizou as informações de maneira lógica? Conseguiu desenvolver sua argumentação?

Observe o caminho que você percorreu. Com o tempo, você começa a identificar padrões nas propostas e fica mais confortável diante de novos enunciados.

Prepare-se com o suporte da Corrija-me e conquiste sua vaga dos sonhos!

Prepare-se com o suporte da Corrija-me e conquiste sua vaga dos sonhos! 

Se você vai fazer uma prova da FGV, contar com correções durante a preparação pode ajudar a tornar seus estudos mais direcionados.

Na Corrija-me, você pode treinar sua escrita e entender quais aspectos ainda precisam de atenção. Em vez de simplesmente acumular redações, você passa a acompanhar sua evolução e identificar padrões nos seus erros.

Isso permite que cada nova produção tenha um propósito.

Se você tem dificuldade para interpretar comandos, pode trabalhar essa habilidade. Se precisa desenvolver melhor seus argumentos, pode direcionar os próximos treinos para isso. Por outro lado, caso os problemas estejam na escrita, pode concentrar seus esforços na revisão e no domínio da norma-padrão.

No fim, preparar-se para fazer uma prova da FGV não significa tentar adivinhar o tema que aparecerá. O segredo está em conhecer a banca, entender o que ela está pedindo, praticar diferentes propostas e aprender com cada texto produzido.

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