Passo a passo para criar seu banco de repertório sociocultural para redação

Neste artigo, vamos explicar o que é repertório sociocultural na prática, os motivos pelos quais ele é essencial para a redação em processos seletivos e como construir um banco estratégico para usar como argumento e escrever sobre qualquer tema. Saiba mais!

Conteúdo produzido por Corrija-me - Correção de Redação Em Citação para Redação

Para quem ainda não conhece esse termo, o repertório sociocultural para redação é o conjunto de referências que você utiliza para fundamentar seus argumentos em textos dissertativo-argumentativos, como os exigidos no Enem, vestibulares e concursos. 

Ele envolve conhecimentos de atualidades, filosofia, sociologia, história, literatura, cinema, ciência e até cultura pop. Em outras palavras, é tudo o que ajuda você a provar seu ponto de vista com autoridade.

Se você já sabe escrever bem, mas sente que falta “conteúdo” para enriquecer suas ideias, este artigo vai lhe mostrar, passo a passo, como criar um banco de repertório sociocultural para redação eficiente e fácil de usar na hora da prova. Confira e saiba mais: 

O que é repertório sociocultural na prática?

O repertório sociocultural para redação vai além de citar frases bonitas. Ele precisa ter relação com o tema, estar bem contextualizado, servir para defender um argumento e ser usado com clareza e pertinência.

Sendo assim, não basta dizer que algo foi falado por um autor famoso. É preciso explicar o que ele disse e conectar isso ao problema em discussão. 

Ao falar sobre desigualdade social, por exemplo, você pode usar dados do IBGE, ideias de Bauman, conceitos de cidadania ou até situações retratadas em filmes e livros,  desde que isso ajude o corretor a entender seu raciocínio.

É por isso que montar um banco de repertório sociocultural para redação faz tanta diferença no desempenho.

Por que criar um banco de repertório?

Muitos estudantes erram porque decoram citações genéricas, usam exemplos desconexos, repetem sempre os mesmos autores ou até mesmo travam na hora da prova.

Um banco de repertório resolve isso porque organiza suas referências, facilita a memorização, aumenta sua segurança e melhora a qualidade argumentativa.

Com ele, você não depende da inspiração do momento: você já entra na prova com “munição intelectual”.

Como criar seu banco de repertório sociocultural para redação?

Agora que você sabe o quão importante é um banco de repertório, vamos mostrar o passo a passo: 

Passo 1 – Entenda os eixos mais cobrados

Antes de sair coletando informações, você precisa saber o que costuma cair. Em redações de processos seletivos, os temas geralmente giram em torno de educação, tecnologia, saúde, cidadania, meio ambiente, direitos humanos, cultura, desigualdade social, inclusão e ética.

Seu banco de repertório sociocultural para redação deve dialogar com esses eixos. Sendo assim, é possível adaptar o mesmo repertório a vários temas diferentes.

Passo 2 – Escolha boas fontes

Você não precisa consumir tudo. O segredo é escolher bem. Desse modo, é importante considerar que boas fontes para repertório são:

  • Livros clássicos e contemporâneos
  • Reportagens e colunas jornalísticas
  • Documentários e filmes
  • Dados de instituições conhecidas (IBGE, ONU, OMS)
  • Pensadores como Bauman, Foucault, Durkheim, Hannah Arendt
  • Podcasts informativos
  • Atualidades 

Enquanto estuda, sempre se pergunte: “Isso pode virar argumento de redação?”. Se a resposta for sim, vale guardar.

Passo 3 – Crie um sistema de organização

Não adianta ter repertório se ele fica perdido. Você pode organizar seu banco de repertório sociocultural para redação de várias formas, seja por meio de caderno físico, plataformas como Notion e Trello, Google Docs, planilha, fichas digitais e mais. 

O importante é separar por categorias, por exemplo: 

  • Tema: Tecnologia
  • Repertório: Zygmunt Bauman
  • Ideia: A modernidade líquida gera relações frágeis.
  • Uso: pode discutir impactos das redes sociais na sociedade.

Sendo assim, quando surgir um tema, você já sabe onde procurar.

Passo 4 – Guarde ideias 

Um erro comum é montar um banco só com frases prontas. O ideal é guardar o conceito, o contexto, e também a interpretação. Desse modo, em vez de só anotar algo como “Bauman: tempos líquidos”, você registra:

“Bauman explica que a sociedade atual é marcada pela instabilidade das relações, o que afeta vínculos sociais, trabalho e identidade.” Isso facilita adaptar o repertório sociocultural para redação a qualquer proposta relativa ao eixo-temático em questão.

Passo 5 – Treine a aplicação do repertório

Ter repertório sem usar é como ter academia e não treinar (e isso acontece mais do que a gente gostaria, né?). Mas, para chegar à sonhada aprovação, você precisa usá-los! 

Então, sempre que fizer uma redação:

  1. Escolha pelo menos dois repertórios para usar;
  2. Veja se eles ajudam o argumento;
  3. Ajuste a linguagem para o tema;
  4. Evite jogar a referência solta no texto.

Neste caso, um exemplo ruim seria dizer: “Segundo Bauman, a sociedade é líquida.” Por outro lado, um bom exemplo seria: “Segundo Zygmunt Bauman, a “modernidade líquida” torna as relações mais frágeis, o que contribui para comportamentos individualistas, problema visível no contexto discutido.”

Quanto mais você pratica, mais natural fica usar o banco de repertório sociocultural para redação.

Passo 6 – Atualize seu banco constantemente

Engana-se quem acha que o repertório sociocultural para redação é estático. Ele precisa crescer. Por isso, é essencial criar o hábito de atualizar semanalmente, inserir novos dados, substituir exemplos pouco relevantes e adaptá-los às demandas dos temas atuais.

Um aluno com repertório atualizado mostra domínio do mundo e da escrita, algo que os corretores valorizam muito. 

Passo 7 – Evite repertórios “coringa”

Há alguns anos, popularizaram-se na internet, por meio de professores e cursos preparatórios, os chamados repertórios coringa, também conhecidos como repertórios de bolso, supostamente aplicáveis a qualquer tema de redação. Contudo, observa-se que, cada vez mais, vestibulares e concursos têm se mostrado exigentes e restritivos em relação ao uso desses repertórios genéricos.

Referências amplas e pouco contextualizadas — como Utopia, de Thomas More, Cidadão de Papel, de Gilberto Dimenstein, ou menções vagas à Constituição Federal — tendem a apresentar baixo rendimento avaliativo, justamente por não dialogarem de forma direta e específica com o problema proposto.

Diante desse cenário, torna-se fundamental substituir repertórios genéricos por referências contextualizadas, que estabeleçam relação objetiva com o tema e com a problemática discutida. Assim, evita-se o uso de repertórios de bolso e fortalece-se a argumentação, atendendo de maneira mais adequada às exigências das bancas contemporâneas.

Crie seu banco de repertório sociocultural para redação com o suporte da Corrija-me!

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Em conclusão, criar um banco de repertório sociocultural para redação é uma das estratégias mais importantes para evoluir sua nota. Quando você organiza, entende, treina e atualiza seu repertório, deixa de depender do improviso e passa a escrever com intenção. 

E o mais importante é que com orientação especializada, todo esse processo se torna mais simples. Na plataforma Corrija-me, contamos com aulas, exercícios práticos e correções, no qual o aluno entende como transformar informação em argumento, como adaptar repertórios a diferentes temas e como usar referências.

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Leia mais: As melhores fontes para coletar repertório sociocultural para sua redação 

Citações para redação

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