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Diferentemente das edições anteriores, a proposta de redação do Fuvest 2026 trouxe aos candidatos duas propostas instigantes que exploram um tema universal e atemporal: o perdão.
A primeira delas era uma dissertação argumentativa cujo tema foi: “O perdão é um ato que pode ser condicionado ou limitado”. Enquanto isso, a segunda era uma carta a uma personagem hipotética que acusava falsamente o remetente de um ato moralmente reprovável, na qual o vestibulando deveria explicar se concedia ou não o perdão.
Com essas duas opções, a banca avaliadora buscou explorar tanto a capacidade argumentativa e textual do candidato, como também a reflexão ética e emocional. Veja nossa análise e comentários a seguir:
Análise dos textos de apoio
Em primeiro lugar, para ambas as propostas, a Fuvest disponibilizou seis textos de apoio. Estes variavam entre narrativas históricas, trechos literários, poesias, crônicas e reportagens. Com isso, a banca apresentou diferentes perspectivas sobre o perdão. A compreensão desses materiais era, portanto, essencial para fundamentar a redação e demonstrar capacidade de interpretação e articulação de ideias.
Texto de apoio 1
O texto 1, por exemplo, apresentava a história de W., um prisioneiro de guerra que recebeu o pedido de perdão de um oficial nazista à beira da morte. A narrativa mostrava o dilema ético e emocional do perdão, reforçado pelo comentário do filósofo H., que considera que ninguém poderia perdoar um crime cometido contra outra pessoa. Essa história trouxe uma reflexão importante para o candidato: o perdão pode ser limitado, condicionado pelo contexto e pela justiça emocional de quem o concede.
Textos de apoio 2 e 3
O texto 2, por sua vez, tratava do ressentimento e da incapacidade de perdoar determinados atos, ao explorar o conflito interno de um pai que enfrenta a própria história e limitações humanas.
Já o texto 3, um poema de Sophia de Mello Breyner Andresen, sugeria que o perdão e a virtude se relacionam com autenticidade e coragem. Essa é, portanto, uma perspectiva filosófica e ética que poderia enriquecer o desenvolvimento da argumentação.
Textos de apoio 4, 5 e 6
Os textos 4, 5 e 6 complementam a coletânea com narrativas jornalísticas, música popular e literatura clássica. A notícia sobre o cessar-fogo em Gaza (Texto 4) mostrava o perdão em escala coletiva e política, enquanto a canção de Arlindo Cruz (Texto 5) e o trecho de Machado de Assis (Texto 6) destacavam aspectos pessoais e cotidianos do perdão e evidenciavam que ele pode ser tanto um ato de decisão individual, quanto influenciado por relações afetivas e contextos históricos.
Proposta 1: dissertação argumentativa
Para aqueles que optaram pela primeira proposta, a redação do Fuvest 2026 solicitou que o candidato se posicionasse acerca do perdão como condicionado ou limitado. Esse tipo de texto deve apresentar uma introdução, desenvolvimento, com argumentos e exemplos, e uma conclusão.
Um ponto central para a dissertação é abordar diferentes perspectivas:
- Histórica: como nos exemplos do texto 1, no qual o contexto de guerra coloca limites morais e emocionais ao perdão.
- Psicológica e emocional: conforme o texto 2, em que o rancor e as limitações pessoais influenciam a capacidade de perdoar.
- Cultural e ética: refletindo sobre o texto 3 e textos 5 e 6, que indicam que o perdão está ligado a valores individuais, relações humanas e à percepção de justiça.
No desenvolvimento do texto, o ideal seria apresentar argumentos diversificados, usando as fontes da coletânea para sustentar as ideias, mas sem depender de citações literais excessivas. O candidato, por sua vez, precisava demonstrar a capacidade de análise crítica, com articulação entre os diferentes pontos de vista e construção de uma linha de raciocínio coesa.
É possível argumentar, por exemplo, que o perdão é limitado porque depende do contexto da ofensa e das consequências para terceiros, mas também pode ser condicionado por fatores subjetivos, como empatia, maturidade emocional e reconhecimento do erro por parte do ofensor.
Em todos os casos, a conclusão deve retomar a tese apresentada e reforçar a visão do candidato sobre como o perdão funciona na prática.
Proposta 2: Carta a uma personagem hipotética
A segunda proposta da redação do Fuvest 2026 demandou dos candidatos habilidades diferentes. O participante, por sua vez, deveria escrever uma carta explicando se concede ou não o perdão a alguém que o acusou falsamente de um ato moralmente reprovável. A estrutura de carta deve conter elementos como:
- Endereçamento: início da carta direcionado à personagem hipotética.
- Introdução: contextualização breve do que aconteceu e do motivo da carta.
- Desenvolvimento: apresentação das razões pelas quais o perdão é concedido ou negado, a partir de reflexões pessoais, éticas ou exemplos inspirados nos textos da coletânea.
- Conclusão e assinatura: fechamento respeitoso e assinatura com “Nome”, conforme instruções da prova.
Essa proposta permite explorar o lado emocional e pessoal do perdão. Ao escrever a carta, o candidato poderia fazer referência indireta aos textos de apoio. Por exemplo, ao mencionar a dificuldade de perdoar injustiças não cometidas contra si, como no texto 1, ou a importância de agir com sinceridade e consciência, inspirando-se em Machado de Assis (Texto 6).
O ideal, portanto, seria que a carta demonstrasse equilíbrio entre emoção e racionalidade. Já a argumentação deveria ser persuasiva, mostrando a compreensão do tema e a capacidade de reflexão ética do autor.

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Em conclusão, a redação do Fuvest 2026 apresentou aos candidatos um desafio duplo: escolher entre duas propostas que exploram o perdão de maneiras distintas. Independentemente da escolha, seria preciso demonstrar domínio da língua, capacidade de interpretação e sensibilidade humana.
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