Tema da redação da UNESP 2026

Este artigo analisa o tema da redação da UNESP 2026, com textos de apoio, caminhos argumentativos e repertórios socioculturais. Além disso, apresenta orientações sobre a estrutura do texto dissertativo-argumentativo e destaca a importância do treino com correção especializada para um bom desempenho. Confira!

Conteúdo produzido por Corrija-me - Correção de Redação Em Bancas e suas Redações

A UNESP 2026 trouxe um tema de grande relevância social. Com isso, os candidatos precisaram realizar uma leitura atenta e articulada dos textos de apoio para responder à pergunta central: “Vivemos hoje uma epidemia da solidão?”. 

A proposta convidou, portanto, os vestibulandos a refletirem histórica, social e subjetivamente sobre a solidão, com o objetivo de mobilizar diferentes perspectivas apresentadas pela coletânea.

Nesse cenário, preparamos um artigo com análise sobre o tema da redação da UNESP 2026, os textos de apoio, quais interpretações são esperadas pela banca e como utilizá-los de forma estratégica na construção de um texto dissertativo-argumentativo. Saiba mais a seguir:

Como é a redação da UNESP?

Em primeiro lugar, é preciso levar em consideração que a redação da UNESP se caracteriza por propor temas de forte relevância social, formulados de modo a estimular a reflexão crítica e o posicionamento argumentativo do candidato. 

Na redação da UNESP 2026, ao perguntar se “Vivemos hoje uma epidemia da solidão?”, a banca convidava o vestibulando a construir um texto dissertativo-argumentativo, com raciocínio crítico, mantendo a estrutura de introdução, desenvolvimento e conclusão, de acordo com a norma-padrão da língua portuguesa.

Textos de apoio – redação da UNESP 2026

A redação da UNESP 2026 contou com cinco textos de apoio para o candidato ter  como base ao escrever sua redação. Saiba mais a seguir:

Texto 1 – redação da UNESP 2026

No primeiro texto, o historiador Georges Minois mostra que a solidão não foi uma experiência comum ao longo da maior parte da história humana. Durante milênios, o ser humano dependeu do grupo para sobreviver, vivendo inserido em redes rígidas de pertencimento social.

Esse texto é fundamental para a redação do UNESP 2026, pois sugere que a solidão, tal como a compreendemos hoje, é resultado de transformações sociais modernas, como:

  • individualização da vida social;
  • enfraquecimento dos vínculos comunitários;
  • maior autonomia, e também maior isolamento do indivíduo.

Sendo assim, o candidato poderia usar esse repertório como base para sustentar a ideia de que a solidão contemporânea é um fenômeno socialmente construído, e não natural ou inevitável.

Texto 2 – Poesia Carlos Drummond de Andrade

O poema “O boi”, de Carlos Drummond de Andrade, apresenta a história da solidão do homem na rua, cercado por carros, trens, telefones e gritos. Trata-se, porém, de uma solidão urbana e existencial, que não depende do isolamento físico.

Na redação da UNESP 2026, esse texto permite discutir a contradição entre:

  • a vida em ambientes superpovoados;
  • e o sentimento de desconexão.

O poema reforça a ideia de que a solidão não é apenas ausência de pessoas, mas ausência de vínculos. Esse é um ponto que dialoga com os textos científicos da coletânea.

Texto 3 – redação da UNESP 2026

Embora não verbal, o texto de apoio 3 (tirinha de Jean, do livro Vó) também compõe a argumentação possível da redação da UNESP 2026. A imagem sugere, por meio do silêncio e da expressão visual, a solidão em relações familiares ou geracionais.

Esse tipo de texto reforça que a solidão pode existir mesmo dentro de laços afetivos formais, como a família. Isso aumenta, portanto, a discussão para além do espaço público e urbano.

Texto 4 – A solidão como problema de saúde pública

O próximo texto apresentado pela Unesp para interpretação dos candidatos é de autoria da Deutsche Welle, baseado em dados da Organização Mundial de Saúde (OMS). Ele traz números alarmantes: uma em cada seis pessoas no mundo sofre de solidão, com consequências na saúde mental, física e até na mortalidade.

Esse texto sustenta, de forma objetiva, a ideia de uma possível “epidemia da solidão”, já que afeta diferentes faixas etárias; gera custos sociais e econômicos; e ainda demanda políticas públicas de enfrentamento.

Na redação da UNESP 2026, esse repertório é essencial para defender a tese de que a solidão ultrapassa o campo individual e se torna um problema coletivo.

Texto 5 – Ficar sozinho nem sempre é um problema

No mais, o último texto diferencia estar sozinho de sentir-se solitário. Desse modo, os pesquisadores alertam para os riscos de simplificar o fenômeno.

Segundo o estudo, o discurso midiático sobre uma “epidemia de solidão” pode reforçar estigmas, confundir conceitos e ainda impedir experiências positivas de solitude.

Esse texto abre espaço para uma abordagem mais sofisticada na redação da UNESP 2026, permitindo ao candidato relativizar o uso do termo “epidemia” e reconhecer as consequências negativas do isolamento crônico, sem desconsiderar o valor da solitude como experiência subjetiva e saudável.

Confira a proposta de redação Unesp 2026 na íntegra.

Repertórios que poderiam ter sido utilizados pelo candidato

Além dos textos de apoio, o candidato poderia mobilizar referências de diferentes áreas do conhecimento, desde que integradas de forma pertinente à argumentação.

No campo da sociologia, por exemplo, o conceito de “modernidade líquida”, de Zygmunt Bauman, contribui para explicar a fragilidade dos vínculos humanos na contemporaneidade, marcada por relações mais instáveis, descartáveis e mediadas pela tecnologia. Essa ideia dialoga com o sentimento de isolamento descrito no poema de Drummond e com os dados apresentados pela OMS.

Vale destacar também que autores como Émile Durkheim, ao discutir a coesão social e os efeitos da fragilização dos laços coletivos, ajudam a compreender como o enfraquecimento das normas e da integração social pode gerar sentimentos de desamparo e isolamento. A partir dessa perspectiva, a solidão não é apenas uma experiência individual, mas um reflexo de transformações estruturais da sociedade.

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Por fim, diante de temas atuais como o da redação da UNESP 2026, fica evidente que não basta escrever bem: é preciso interpretar com profundidade e construir uma boa argumentação.

Sendo assim, a preparação adequada passa pelo treino constante e pela compreensão dos critérios de correção da banca. Nesse processo, a Corrija-me se destaca como uma aliada do estudante, a partir de correções, comentários personalizados e orientações para a evolução da escrita. 

Ao praticar com temas no padrão da UNESP e receber feedback qualificado, o candidato desenvolve segurança, senso crítico e domínio do texto dissertativo-argumentativo. Essas competências são decisivas para alcançar um excelente desempenho na prova de redação.

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